Nicola Perim busca doações para o filho, diagnosticado com aplasia medular e amplia atenção a outras pessoas que sofrem com a doença

 

Doe Medula, Doe Vida”. Essa é a fala de um pai que está engajado em uma causa: a busca da cura de seu filho, Carlos Nicola Perim Filho, que foi diagnosticado há um mês com Aplasia Medular. O jovem de 22 anos, antes de descobrir o problema de saúde, estava cursando o quarto ano de medicina, no Rio de Janeiro.

O médico pediatra Carlos Nicola Brandão Perim, pai de Carlos, comenta sobre como foi o processo para que a doença fosse descoberta. “Ele estava nos Estados Unidos passeando, apareceram algumas petequias, como chamamos umas manchinhas na pele. Ele estava com a irmã dele que é dermatologista. Ela levou-o imediatamente a um hospital nos Estados Unidos, fizeram exame de sangue, e no exame deu alguma coisa compatível com algum problema dermatológico. Quiseram fazer a punção de medula lá, mas a irmã não concordou e trouxe-o para o Rio de Janeiro. No Rio, ele foi imediatamente internado. Foi feito os exames e o diagnóstico foi imediato, Aplasia de Medula. No Rio, acharam melhor que ele viesse para Belo Horizonte por vários motivos. Um deles é a logística de acompanhamento de assistência da família e dos amigos”, disse.

Nicola Perim comenta ainda que as irmãs de Carlos fizeram a coleta de material da medula, porém, não foram compatíveis. “A cura da doença seria pelo transplante de medula definitiva. Mas como não foi possível, partimos para o tratamento medicamentoso e durante mais ou menos uma semana foi internado e transfundido. Esse tratamento medicamentoso é mais desgastante e dá efeito colateral, baixa a imunidade da pessoa a zero, praticamente. Com isso, ele nao pode ficar no hospital para não pegar infecção secundária por causa da baixa imunidade. No caso, ele foi levado para a casa de uma das irmãs, que reside em Belo Horizonte. Agora teremos que fazer um tratamento de pelo menos 6 meses. Trancou matrícula, teve que entregar apartamento. É muita coisa que acontece ao redor. Não é só a doença; por isso que falo em apoio logístico e apoio da família”, afirmou, destacando que hoje Carlos passa bem, porém, devido aos remédios sente enjoos, tem vômitos, apatia, sonolência, não se alimenta direito.

Uma campanha foi iniciada para conseguir doações de sangue e medula. Nicola Perim destaca que agora a família corre atrás de doadores não só para o filho, mas para outras pessoas. “A canpanha é legal porque já adianta alguma coisa. Nós imediatamente começamos a fazer campanha para sangue e no sangue dá para ver as plaquetas para doar. Ele já fez umas três ou quatro tranfusões. Por isso, estamos sempre atrás de doadores, da parte de sangue. Da medula temos que correr atrás. Não estamos pedido só para meu o filho, mas também para centenas e centenas de pessoas que poderão ser salvas através daqueles que doaram para ele e não foram compatíveis. Tudo que é doado vai para um banco de dados que chama Registro de Doadores de Medula Óssea. Fica lá a disposição do Brasil inteiro”, explicou.
O apoio da classe médica e da população de uma forma geral, segundo Nicola Perim, é o que tem dado força à família. “O que me chamou a atenção é a boa vontade, o apoio, o interesse e bondade do povo, que de uma maneira geral, nem nos conhecem, só ouviram falar. Temos recebido apoio do Brasil inteiro”, concluiu.

A campanha pode ser conhecida através do site www.salvemaisum.com.br/campanha/477. A aplasia é caracterizada pela diminuição ou ausência dos precursores hematopoiéticos na medula óssea. Essa falência da medula óssea leva a uma queda global das hemácias (anemia), leucócitos (leucopenia) e das plaquetas (plaquetopenia).
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